Quem acompanha as notícias sobre as chamadas “canetas emagrecedoras” ganhou uma nova opção no mercado brasileiro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou duas novas canetas à base de semaglutida para tratamento do diabetes no Brasil.
A decisão amplia as opções disponíveis para pacientes que precisam utilizar medicamentos dessa classe e marca a aprovação da primeira caneta de semaglutida obtida por via sintética no país. A informação foi divulgada pela Anvisa nesta segunda-feira (17).
Uma das novas opções é produzida pela farmacêutica EMS e é o primeiro medicamento genérico de semaglutida sintética aprovado no Brasil. Por ser um genérico, o produto não terá nome comercial próprio, conforme determina a regulamentação.
A outra opção é um medicamento similar registrado pela farmacêutica Germed. Ele será comercializado com o nome Semaclique.
Como são as novas canetas de semaglutida
Os medicamentos serão apresentados como solução injetável em canetas preenchidas, destinadas à administração semanal.
A Anvisa aprovou diferentes apresentações do medicamento, todas com concentração de semaglutida 1,34 mg/mL :
- solução injetável em caneta preenchida multidose e descartável, com 1,5 mL, uma caneta e seis agulhas;
- solução injetável em caneta preenchida multidose e descartável, com 3 mL, duas canetas e dez agulhas;
- solução injetável em caneta preenchida multidose e descartável, com 1,5 mL, uma caneta e quatro agulhas;
- solução injetável em caneta preenchida multidose e descartável, com 3 mL, duas canetas e oito agulhas.
A Agência informa que as apresentações aprovadas devem seguir as condições de armazenamento estabelecidas na bula. A semaglutida sintética pertence à classe dos medicamentos agonistas do receptor de GLP-1.
Uso precisa de acompanhamento médico
Apesar de serem conhecidas popularmente como “canetas emagrecedoras”, esses medicamentos não devem ser tratados como produtos comuns para perda de peso.
A semaglutida é um medicamento que exige prescrição médica , e a comercialização dos agonistas de GLP-1 está sujeita à retenção da receita nas farmácias e drogarias.
Desde junho de 2025, a Anvisa determina que a prescrição desses medicamentos seja feita em duas vias , com retenção de uma delas no estabelecimento que realiza a venda. A receita tem validade de até 90 dias a partir da data de emissão.
A medida foi adotada pela Agência para ampliar o controle sobre medicamentos como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida e reduzir os riscos relacionados ao uso indiscriminado ou fora das indicações aprovadas.
A própria Anvisa vem reforçando a necessidade de atenção ao uso desses medicamentos. Em 2026, a Agência também anunciou medidas para combater produtos irregulares e reforçar a fiscalização de medicamentos injetáveis da classe GLP-1.
Importante: a aprovação de um medicamento pela Anvisa não significa que ele possa ser utilizado sem avaliação médica. O tratamento, a indicação e a dose devem seguir orientação de um profissional de saúde e as condições estabelecidas na bula.